O Comentário do Dia
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O Comentário do Dia - 31/10/2012

AMBRÓSIO AGRÍCOLA NUNES

 

No próximo dia 04 de novembro, Ambrósio Agrícola Nunes estará completando 70 anos de idade. Natural de Teixeira, Estado da Paraíba, Ambrósio, logo cedo, teve que sair da companhia dos pais para “ganhar a vida” longe da família e dos amigos, que com muita dedicação havia conquistado na mocidade. Antes de sair de Teixeira, entretanto, Ambrósio aprendeu a tocar saxofone, levado, certamente, pela tradição familiar que já havia consagrado Sebastião Batista de Melo, seu avô, um trompista da banda de música da cidade. Ao bem da verdade, Zé Mosquito, filho da terra e grande maestro da única orquestra da cidade, foi quem ensinou os primeiros passos a Ambrósio, no mundo da música, que até hoje faz parte desse teixeirense que teve que deixar a família e partir em busca de novos horizontes. De Teixeira, deixando um vácuo na casa de Joaninha, Ambrósio foi “sentar praça” na Polícia Militar do Estado da Paraíba, mas, como músico, ingressou na corporação já como saxofonista da banda de música da PM de Campina Grande, lugar onde residiu em uma pensão nas proximidades do quartel, junto ao campo de futebol do Treze. Embora muito novo, estive com Ambrósio em Campina Grande, naquela época, oportunidade em que conheci de perto – pela primeira vez – a vida dentro de um quartel. Sargento-músico da PM da Paraíba, Ambrósio resolveu se submeter ao concurso na Academia de Polícia de Pernambuco, ingressando no Curso de Formação de Oficiais, mas logo que concluiu o curso retornou à sua Paraíba, agora fixando residência em João Pessoa e já oficial da Polícia Militar do Estado da Paraíba. Durante o CFO Ambrósio consagrou-se como compositor, idealizando o hino da Companhia de Guardas da PM de Pernambuco, que até hoje é entoado nas solenidades da corporação. Logo que retornou de Recife, já oficial, casou-se com Madalena Amorim, filha de Teixeira, que ele havia deixado, também, quando teve que levantar voos e sair do seu recanto natal. Da união com Madalena surgiram três filhos: Ricardo, Juliana e Allisson, como ele, todos formados em Direito.
Não ficou por aí: como oficial da PM, foi interventor em Sapé. Foi sub-chefe da Casa Militar do Estado da Paraíba. Passou no concurso público de Promotor de Justiça na Paraíba, mas resolveu submeter-se a um novo concurso, agora de Juiz, no Estado de Pernambuco e, aprovado, foi judicar inicialmente em Custódia. Promovido para Goiana, lá foi Juiz durante mais de 10 anos, quando foi promovido para a Capital e aqui aposentou-se. Juiz em Recife, Ambrósio recebeu o título de cidadão de Pernambuco, por proposta do então deputado Sebastião Rufino, que havia sido seu instrutor no CFO  realizado em Pernambuco.
Foi em Teixeira, contudo, entre o período do seu nascimento e da sua maioridade, que Ambrósio assumiu, muito novo, junto com a sua mãe Joaninha, a condição de responsável pelo comportamento dos seus seis irmãos mais novos, principalmente participando ativamente da educação e formação dos irmãos Adeilson, Arlete, Ailton e Adeildo.
Ao longo desses 70 anos de vida, Ambrósio transformou-se num poeta genial, num músico magistral, num escritor de relevo, num policial de extrema grandeza, num pai e esposo extraordinário, num irmão afável e companheiro, num boêmio de primeira linha. Enfim, descrever as qualificações de Ambrósio torna-se extremamente difícil, porque certamente muitas outras das suas grandezas restarão esquecidas. Eu que o diga: seu irmão mais novo, a quem ele dedicou o seguinte verso:
MEU CARO IRMÃO DEIDOR
LI TODOS OS VERSOS TEUS
QUISERA QUE FOSSEM MEUS
AQUELES COM NOSSO AVÔ
NA POESIA ÉS DOUTOR
TEU VERSO ENVAIDECE A GENTE
POR ISSO MUITO CONTENTE
DIGO A TODO O NOSSO POVO
EMBORA SENDO O MAIS NOVO
ÉS O MAIS INTELIGENTE

Nesses 70 anos de idade de Ambrósio, todos os seus irmãos – eu sou o mais novo – queremos parabenizá-lo pelo grande homem que é e foi Ambrósio. Seu exemplo de vida certamente teve uma grande influência na formação dos seus outros seis irmãos, aliás, quatro deles também juízes de Direito.
Todos estaremos em Teixeira em seu aniversário, porque qualquer sacrifício em nome de Ambrósio é muito pouco pelo que ele fez e faz pela família e pelos amigos.
A Ambrósio a nossa homenagem. Um beijo.

ADEILDO NUNES
31.10.2012.