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Clipping Jurídico - 20/08/12 - Parte 2

 Diario de Pernambuco

19/08/12

 

Revisor do processo do mensalão deve começar a votar já na segunda-feira, prevê Ayres Britto

 

Agência Brasil

 

Depois de confirmar que a votação do processo do mensalão será fatiado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, previu que, já na próxima segunda-feira (20), deverá ocorrer o voto do ministro-revisor, Ricardo Lewandowski.

 

“Se o relator [ministro Joaquim Barbosa] agregar algo ao terceiro item, a palavra ainda continua com ele. Se ele disser que o terceiro item da denúncia está exaurido, aí quem fala imediatamente é o revisor”, disse, depois de homenagem que recebeu no encerramento do 1º Congresso Internacional do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União, no Rio de Janeiro.

 

Ayres Britto explicou que o julgamento da Ação Penal 470 será feito por núcleos temáticos: operacional, financeiro e político. O método de fatiamento foi proposto ontem (16) pelo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa. “Isso significa segmentar. Pega o voto e parcela. Não faz um voto de ponta a ponta e, sim, por núcleos. O ministro-relator seguiu a metodologia da denúncia [feita pelo Ministério Público Federal]. Toda ela [a denúncia] é segmentada por núcleos temáticos, núcleos de acusação. Ele separou esses diversos núcleos para fazer sua votação”, explicou, sobre a forma de votação que os ministros do STF vão seguir para definir se os 37 réus do processo serão condenados ou não.

 

O presidente do Supremo disse não ser possível determinar se essa metodologia poderia estender o prazo do julgamento. “Não sei. Isso é meio incógnito, se vai estender ou não. E, ao que eu soube, o ministro [Ricardo] Lewandowski anunciou que se adaptaria a essa metodologia do fatiamento na hora da votação.” O revisor havia proposto que a votação fosse única, com os ministros proferindo o voto para todos os réus de uma vez só.

 

Ayres Britto avaliou como importante a presença no plenário e, consequentemente, a participação na votação, do ministro Cezar Peluso, que se aposenta compulsoriamente no início de setembro e corre o risco de não votar caso o julgamento se estenda demais. “O ministro Peluso honra qualquer tribunal. Reconhecidamente, é um juiz muito técnico, dotado de excelentes conhecimentos teóricos, com mais de 44 anos como juiz de carreira e mais de nove anos no STF. Qualquer tribunal gostaria de contar com a participação do ministro Peluso, porque ele qualifica e adensa as decisões tribunalícias.”

 

O cronograma inicial previa o término do julgamento no final de agosto. Mas, segundo Ayres Britto, agora, ninguém tem como dizer “se o cronograma será rigorosamente alcançado ou não.” Ele lembrou que se o calendário pré-fixado for observado, será possível ter Peluso na votação.

 

Leia mais: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/outros/ultimas-noticias/46,37,46,14/2012/08/17/interna_politica,391576/revisor-do-processo-do-mensalao-deve-comecar-a-votar-ja-na-segunda-feira-preve-ayres-britto.shtml

 

 

Dia do Estagiário marca quatro anos de avanços na legislação trabalhista

Principal porta de entrada para o mercado de trabalho, o estágio - homenageado neste sábado, 18 de agosto - ainda é aproveitado por poucos. Calcula-se que apenas 6,8% dos estudantes do país usufruem da experiência

 

Carolina Oliveira

 

Dezoito de agosto: uma data só para eles. Hoje essa figura, que tem presença garantida nas empresas, tem muito a comemorar. Não só por causa do reconhecimento que vem conquistando, mas também por poder contar com certos benefícios desde o dia 25 de setembro de 2008, quando foi sancionada a Lei Federal nº 11.788 — novo dispositivo que regulamenta o estágio. Mas não foi só isso que mudou: os futuros contratados assumem, agora, um perfil bem diferente dos estagiários de antigamente.

 

Marcada pelo imediatismo, a geração Y quer crescer a passos largos, na velocidade da informação. E é assim que se caracteriza o estagiário do século 21, que conta com tecnologias que, talvez, seu chefe nem imaginava que existiriam quando ocupava essa função. Mas o diretor executivo Bruno Cunha, da consultoria em recursos humanos Pontus, explica que ainda existem alguns entraves ao crescimento destes futuros profissionais. Segundo ele, o potencial dos jovens que começam a carreira desde cedo nem sempre é acompanhado pelas empresas.

 

“Infelizmente, ao receber um estagiário, o grande objetivo de muitas instituições é reduzir a folha de pagamento. A sorte é que essa cultura vem mudando entre alguns chefes, que já buscam explorar o talento disponível na empresa”, afirma Cunha. E essa percepção também é defendida pela coordenadora do Espaço Estágio Emprego (E3) da Faculdade Estácio do Recife, Teciene Marques. Ela explica que algumas empresas treinam o estudante com o intuito de formar um futuro funcionário.

 

 “A questão da permanência é algo que interessa não só à empresa, mas também ao estagiário. Com a competitividade do mercado, há uma corrida pela qualificação e comprometimento”, explica. E é por isso que jovens como a estudante de administração Daisy Régis buscaram um lugar no mercado de trabalho. Ou melhor, de estágio.

 

Desde o segundo ano de universidade, Daisy passou a assumir mais uma atividade: tornou-se estagiária da empresa Lanlink Informática. Hoje cursando o oitavo período, ela conta que, nesses 21 meses de atividade, conquistou experiências fundamentais para a carreira profissional. “Atuei no setor de recursos humanos, conduzindo desde a área de contratação à de demissão. Mas foi a área administrativo-financeira que me fez decidir onde quero me estabelecer”, relata a estudante.

 

A realidade de Daisy parece não ser, ainda, a de muitos outros estudantes. De acordo com o último censo do Inep/MEC (2010), dos 14,7 milhões de alunos brasileiros, somente 6,8% conseguem estagiar. Teciene Marques revela o principal vilão que impede que os universitários estagiem:  “Dos mais de seis milhões de universitários, 63,5% estudam à noite. Isso indica que a maioria trabalha durante o dia para pagar a faculdade”.

 

O diretor executivo da Pontus, Bruno Cunha, destaca que a preocupação do estudante com a esfera prática rende experiências enriquecedoras, que repercutem como um diferencial. Para ele, a institucionalização que vigora desde 2008 supriu algumas defasagens. “A legislação trabalhista inicia um ensaio dentro de uma abordagem contemporânea, e um dos fatores que marcam esse avanço são as mudanças na lei do estágio como, por exemplo, a concessão de férias.”

 

Você sabe quais foram os avanços legais na vida do estagiário?

 

- Não havia a obrigatoriedade do recesso remunerado

- A carga horária máxima para o estágio não era regulamentada;

- Não existia prazo máximo para permanecer na mesma empresa;

 

Após a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008:

 

a) Carga horária de estágio: Jornada máxima de seis horas diárias e 30 horas semanais para os estudantes de ensino superior, ensino profissionalizante e ensino médio. No caso de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental (na modalidade de Educação de Jovens e Adultos), a carga horária máxima é de quatro horas diárias e de 20 horas semanais;

 

b) Vigência de contrato: O estágio na mesma empresa ou instituição não poderá durar mais de dois anos e o estudante deve ser indicado apenas para atividades compatíveis com a sua grade curricular.

 

c) Tipos de estágio: O estágio poderá ser obrigatório, quando a sua carga horária for requisito para aprovação e obtenção de diploma; ou opcional, dependendo do projeto pedagógico do curso.

 

d) Benefícios: O auxílio-transporte passará a ser compulsório e concedido juntamente com a bolsa-auxílio ou outra contraprestação que venha a ser acordada, que também é obrigatória.  No caso das férias, serão concedidas sempre que o estágio tiver duração igual ou superior a 12 meses. Com 30 dias de duração, elas deverão preferencialmente coincidir com as férias escolares do estagiário.

 

Leia mais: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/outros/ultimas-noticias/46,37,46,3/2012/08/17/internas_economia,391578/dia-do-estagiario-marca-quatro-anos-de-avancos-na-legislacao-trabalhista.shtml

 

Advogados de réus contestam método de julgamento do Mensalão

Decisão do STF de fatiar a denúncia do processo do mensalão e julgar as acusações por itens dividiu as opiniões

 

Correio Braziliense

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de fatiar a denúncia do processo do mensalão e julgar as acusações por itens dividiu as opiniões dos advogados dos 37 réus. Parte deles não gostou da metodologia proposta pelo ministro relator, Joaquim Barbosa, e acatada pela Corte. Outros acham prematuro avaliar as consequências da decisão. O maior receio entre os opositores da proposta é que não haja uma concreta individualização das condutas de cada réu.

 

Para o advogado Leonardo Yarochewsky, representante de um dos réus, o fatiamento compromete a unidade do processo. “O relator deveria esgotar todo o seu voto para então passar a palavra para o revisor”, defendeu.

 

O advogado Hermes Vilchez Guerrero é defensor da metodologia proposta pelo ministro revisor, Ricardo Lewandowski, de que o julgamento fosse por réu. “Nunca vi julgarem um crime em vez de julgarem uma pessoa”, comentou Guerrero. “Isso não é bom para os réus e, acima de tudo, não é bom para a Justiça. O método adotado pelo Supremo pode gerar uma jurisprudência. Outros tribunais podem alegar que se o STF julga assim, eles também podem”, finalizou.

 

Defensor do empresário Marcos Valério, o réu mais citado na denúncia da Procuradoria-Geral da República, o advogado Marcelo Leonardo alegou que a metodologia não segue as normas da Corte. “Não está de acordo com o regimento. Ficamos surpreendidos.” Questionado se a metodologia prejudica os réus, ele disse que ainda precisa avaliar melhor o andamento das votações.

 

O artigo 135 do Regimento Interno do STF diz que “concluído o debate oral, o presidente tomará os votos do relator, do revisor, se houver, e dos outros ministros na ordem inversa da antiguidade”. Com base nesse dispositivo, Lewandowski argumentou que os magistrados só poderiam votar depois que Barbosa esgotasse sua análise, mas foi voto vencido.

 

Ex-ministro do STF e ex-presidente da Corte, Carlos Velloso não vê ilegalidade no fatiamento do julgamento, apesar de reconhecer que a medida é inédita. “Isso vai propiciar um melhor entendimento por parte dos ministros. Se o relator lesse um voto de mais de mil páginas e, em seguida, o revisor também votasse por longos dias, a compreensão do caso ficaria prejudicada”, argumentou. “Esse método adotado vai tornar o julgamento mais legítimo e mais compreensível”, acrescentou Velloso.

 

BLOCOS

 

Confira como foi dividido o julgamento da Ação Penal 470

 

Item 1

Relata como se deu o suposto esquema. Segundo a denúncia, trata-se de uma organização criminosa pela qual eram desviados recursos de contratos da SMP&B e do Banco do Brasil para empresas de Marcos Valério, o braço operacional e intermediário entre o núcleo político e o financeiro.

 

Item 2

Trata do crime de formação de quadrilha. Aponta a existência de uma “sofisticada organização criminosa” estruturada em núcleos. Na parte política, era liderada por José Dirceu e tinha como integrantes Delúbio Soares, Sílvio Pereira e José Genoino. Também seriam integrantes da quadrilha Marcos Valério, sócios e duas empregadas da SMP&B.

 

Item 3

Analisa o contrato entre a SMP&B e a Câmara dos Deputados, firmado em 2003 e considerado irregular pelo Ministério Público. O então presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), e o empresário Marcos Valério foram denunciados pelo suposto desvio de dinheiro, favorecimento à agência, corrupção e peculato. Cunha responde também por lavagem de dinheiro. O item ainda trata do contrato do Banco do Brasil com a DNA Propaganda e os supostos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro praticados pelo então diretor de Marketing do BB, Henrique Pizzolato.

 

Item 4

Lavagem de dinheiro que envolveria os integrantes dos núcleos financeiro e operacional. Dinheiro repassado por bancos à SMP&B era distribuído a políticos. Nesse quesito, Marcos Valério responde 65 vezes pelo crime de lavagem de dinheiro. A Procuradoria-Geral da República pede que as penas impostas ao empresário, em caso de condenação, sejam multiplicadas pelo número de eventos criminosos. Na pena mínima, pode chegar a 195 anos.

 

Item 5

Gestão fraudulenta de instituição financeira. Engloba o chamado núcleo financeiro do mensalão. A Procuradoria-Geral da República aponta irregularidades em empréstimos feitos por instituições financeiras às empresas de Marcos Valério e ao PT.

 

Item 6

Trata de corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Aborda a estrutura que teria sido montada por José Dirceu, José Genoino e Sílvio Pereira para, segundo a acusação, angariar ilicitamente o apoio de partidos políticos.

 

Item 7

Refere-se à suposta compra de apoio político mediante o pagamento de propina, a partir de recursos que o chamado núcleo publicitário-financeiro teria repassado para o PT. O ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto é citado como integrante do esquema.

 

Item 8

A PGR aponta que a atuação da suposta organização criminosa tinha por objetivo principal negociar apoio político, pagar dívidas pretéritas do PT e também custear os gastos de campanha e outras despesas do PT e de aliados. Os marqueteiros Duda Mendonça e Zilmar Fernandes estão incluídos por terem recebido dinheiro do esquema e enviado para o exterior, o que caracteriza, segundo a denúncia, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

 

Leia mais: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/outros/ultimas-noticias/46,37,46,14/2012/08/18/interna_politica,391594/advogados-de-reus-contestam-metodo-de-julgamento-do-mensalao.shtml

 

Presidente do STF confirma julgamento fatiado do mensalão

 

Agência O Globo

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, confirmou na manhã desta sexta-feira que o julgamento do mensalão será fatiado, conforme o recebimento da denúncia e o desejo do ministro relator, Joaquim Barbosa. Com o julgamento fatiado, os réus serão julgados aos poucos, por grupos. Questionado se isso impediria a participação do ministro Cezar Peluso no julgamento de todos os réus, Britto foi evasivo. Peluso se aposenta no dia 3 de setembro, quando completa 70 anos, idade limite para o exercício do cargo.

 

Especial: entenda o Mensalão do PT

 

"Não sei. Vai depender do andar da carruagem", respondeu Britto.

 

Só ontem à noite os ministros do Supremo chegaram a um entendimento sobre um problema que tornou a sessão de quinta-feira tumultuada, tensa e marcada pela polarização entre o relator Joaquim Barbosa e o revisor Ricardo Lewandowski. Joaquim Barbosa insistia em votação fatiada, como foi feito em 2007, no recebimento da denúncia. Lewandowski preferia análise geral da conduta de todos os réus. De início, o plenário decidiu que cada ministro poderia votar como quisesse: de maneira fatiada, por grupos de réus ou integralmente.

 

Ayres Britto teve de negociar uma solução. Lewandowski, que ameaçara até abandonar a função de revisor, cedeu. O julgamento será retomado segunda-feira com o revisor analisando só as imputações contra João Paulo Cunha, Marcos Valério e os sócios na SMP&B, como votou Barbosa ontem. Os demais ministros votarão em seguida só sobre esses réus.

 

O presidente do Supremo participou nesta manhã de evento na Advocacia-Geral da União (AGU), quando tomaram posse 23 novos procuradores federais. Eles vão reforçar a atuação judicial da AGU nas questões agrárias, previdenciárias e indígenas. Antes de o evento começar, Ayres Britto falou rapidamente com a imprensa, mas evitou os jornalistas na saída. Ele embarca para o Rio de Janeiro nesta sexta.

 

Leia mais: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/outros/ultimas-noticias/46,37,46,14/2012/08/17/interna_politica,391477/presidente-do-stf-confirma-julgamento-fatiado-do-mensalao.shtml

 

Justiça do Rio autoriza desapropriação da Fazenda Cambahyba para reforma agrária

 

Agência Brasil

 

A Fazenda Cambahyba, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, pode ser destinada à reforma agrária. O juiz Dario Ribeiro Machado Junior, da 2ª Vara Federal em Campos, deu, no último dia 7 de agosto, decisão favorável à continuação do processo de desapropriação da área, solicitado pela representação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no estado. O juiz negou pedido contrário apresentado pelos donos da terras. Ainda cabe recurso da decisão.

 

O processo de desapropriação da fazenda começou em 1995, quando a superintendência do Incra no estado fez o pedido. Três anos depois, os proprietários conseguiu reverter a decisão. Desde então, a disputa está nos tribunais. Em 2000, a fazenda foi ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), obrigados a deixar o local meses depois.

 

Há dez anos, a Usina Cambahyba arrendou a propriedade à Usina Santa Cruz, produtora de cana-de-açúcar. O presidente da Cambahyba, Jorge Lisandro Gomes, disse desconhecer a decisão judicial do dia 7 de agosto. Segundo ele, a empresa vai recorrer em segunda instância. “As terras estão dentro da produtividade exigida por lei e este ano todas as lavouras serão reformadas”, disse.

 

As terras pertencem à família de Heli Ribeiro Gomes, já falecido, que foi vice-governador do Rio de 1967 a 1971. Em livro lançado este ano, o ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Cláudio Guerra acusa o político de ter permitido o uso do forno da fazenda para a incineração de corpos de, ao menos, dez opositores à ditadura militar, mortos sob tortura. Em declarações à imprensa, a família de Heli Gomes nega a acusação. Procurada pela Agência Brasil, a família preferiu não comentar o assunto.

 

A direção estadual do Incra informou não ter sido notificada pela Justiça, mas tem conhecimento da decisão. A partir do cumprimento da decisão, o órgão estima prazo médio de 6 meses para vistoriar a área, desapropriá-la e para o pagamento do ressarcimento do governo aos proprietários.

 

"Dada a importância que tem e com as notícias recentemente veiculadas para a sociedade brasileira, seria de extrema importância, inclusive como reparação histórica, que a área fosse destinada à reforma agrária. A gente até aposta neste simbolismo para que o processo tenha seu tempo encurtado”, disse o superintendente do Incra no estado, Gustavo Noronha.

 

Com 3,5 mil hectares, a fazenda tem capacidade de assentar 2,3 mil famílias. Na região de Campos, existem três acampamentos do MST com cerca de 400 famílias, além do assentamento Oziel Alves, próximo à Fazenda Cambahyba, que produz alimentos vendidos no norte fluminense.

 

Na tarde de ontem (16), o MST e outros movimentos sociais protestaram pedindo agilidade no processo de desapropriação da fazenda e pressionando por investigações da morte e desaparecimento de militantes na ditadura militar. As manifestações ocorreram na Praça São Salvador, região central da cidade, e na propriedade.

 

“[O protesto é] para mostrar que temos pessoas na sociedade que contribuíram para a ditadura. O fato de ter cedido a propriedade para que isso fosse feito não se resume só a uma questão particular. Outros setores da sociedade também contribuíram para isso”, disse Dieymes Pechincha, membro do Coletivo Memória Verdade e Justiça, que congrega cerca de 20 organizações que reivindicam investigações sobre a repressão na ditadura militar.

 

Leia mais: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/outros/ultimas-noticias/46,37,46,12/2012/08/17/interna_brasil,391478/justica-do-rio-autoriza-desapropriacao-da-fazenda-cambahyba-para-reforma-agraria.shtml

 

Folha PE

19/08/12

 

Julgamento de reus do mensalão será dividido em sete capítulos

 

BRASÍLIA – Com o fim da discussão sobre o formato de julgamento do mensalão, os ministros terão que se adequar ao modelo proposto por Joaquim Barbosa para votar. O relator dividiu suas considerações em capítulos, tal qual como a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2006.

 

O primeiro capítulo do MPF foi desconsiderado porque traz apenas uma introdução. O segundo capítulo, que trata do crime de formação de quadrilha, será apreciado só no final. Segundo Barbosa, é mais fácil contextualizar se houve formação de quadrilha quando os demais crimes já tiverem sido apresentados.

 

O terceiro capítulo, sobre os crimes de desvio de dinheiro público, foi o ponto de partida do voto de Barbosa na última quinta-feira (16). O capítulo é subdividido em quatro itens, mas o relator só teve tempo de apresentar o primeiro – as acusações de desvio na Câmara dos Deputados. Na próxima segunda-feira (20), Barbosa apresentará o segundo item, que trata dos contratos entre a DNA Propaganda e o Banco do Brasil.

 

Os próximos capítulos tratam de lavagem de dinheiro (quarto); gestão fraudulenta de instituição financeira (quinto); corrupção ativa, corrupção passiva, quadrilha e lavagem de dinheiro dos partidos de base aliada do governo (sexto); lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do PT e um ex-ministro dos Transportes (sétimo); e evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo o publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes (oitavo).

 

A sequência numérica dos capítulos pode não ser seguida por Barbosa na apresentação de seu voto. Foi o que ocorreu no recebimento da denúncia, quando o julgamento começou pelo quinto e seguiu pelo terceiro, quarto, sétimo, sexto, segundo e oitavo capítulos.

 

Leia mais: http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/politica/noticias/arquivos/2011/outubro/2093.html

 

Lei fortalece o combate aos jogos de azar

Para juiz, existem aspectos positivos e negativos sobre a legalização dessa prática

 

Quem nunca teve um sonho com um animal e, por isso, ouviu de alguma pessoa que deveria jogar no bicho? A pergunta pode ir mais além: quem nunca fez planos com os valores dos prêmios da loteria federal, somente porque havia apostado? O que muitas pessoas não tomam conhecimento é que a “fezinha” feita no dia a dia não é permitida por lei. No dia 10 de julho deste ano, em uma publicação do Diário Oficial da União, foi divulgada uma nova lei aprovada no início de junho pelo Senado Federal. A nova lei amplia os tipos de crimes que podem ser enquadrados como lavagem de dinheiro, e, agora, a exploração de máquinas caça-níqueis e jogo do bicho, são considerados crimes e terão punições mais rígidas.

 

A legislação anterior, de 1998, considerava lavagem de dinheiro apenas a maquiagem dos recursos ligados ao tráfico, terrorismo ou crimes de administração pública, considerados apenas como contravenção penal. As penas, entre três e dez anos de reclusão, foram mantidas, mas com a possibilidade de serem elevadas em até dois terços, para os reincidentes, e reduzidas na mesma proporção, se o acusado colaborar nas investigações.

 

O questionamento feito por algumas pessoas é justamente o por que de esses jogos não serem legalizados, resultando em uma arrecadação fiscal para o Estado. Para o juiz criminal Humberto Inojosa, assessor da Presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), existem aspectos positivos e negativos sobre a legalização dessa prática. “Se fossem legalizados, teríamos maior afluência de capital externo, investimento e mais dinheiro seria tributado no País. Por outro lado, seria arriscado porque esses jogos poderiam ser dominados por grupos que vivem na clandestinidade e aumentariam a criminalidade”, avalia.

 

Em ações de combate aos jogos de azar, a Polícia Civil de Pernambuco, conforme dados da assessoria de Imprensa da instituição, de janeiro a junho deste ano, apreendeu 1.038 máquinas de caça-níqueis, somente no Recife e Região Metropolitana. Em 2011, foram 2.283 equipamentos, enquanto que em 2010 o quantitativo foi de apenas 658. O crescimento no número de maquinário apreendido é reflexo de ações de combate, que vem sendo realizadas pelas forças policiais, visando reduzir os danos causados pela ilegalidade.

 

Segundo o chefe da Polícia Civil, delegado Osvaldo Morais, de todos os jogos de azar, o mais difícil de ser combatido são as máquinas de caça-níquel, pelo forte poder de proliferação. “Elas se multiplicam rapidamente porque apresentam uma lucratividade muito alta para os seus responsáveis. Infelizmente, embora um trabalho de combate seja feito, ainda existe muita coisa por fazer”, avalia. Ainda segundo o chefe, a população não pode ser culpada por essa problemática. “O problema são as organizações criminosas que se apropriam destas máquinas para realizar lavagem de dinheiro”, revela.

 

Leia mais: http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/cotidiano/noticias/arquivos/2011/outubro/2921.html