Artigos
Compartilhar
Exemplo de seriedade

  A Suécia é o 112º país do mundo em população carcerária. São 4,8 mil presos, para uma população de 9,5 milhões de habitantes (51 presos para cada 100 mil habitantes). Com 720 mil presos, no Brasil são 288 presos para cada 100 mil habitantes.  Aliás, somente na Suécia, está havendo uma queda anual de 5% na sua população carcerária, daí porque que nos próximos anos ela será o primeiro país do mundo a fechar todas as suas prisões, o que também deverá ocorrer com outros países europeus. Por que essa queda? Simples: lá todos são punidos na medida da sua culpabilidade; as penas restritivas de direito, com o uso de equipamentos eletrônicos, têm contribuído para a redução da criminalidade, ademais os seus custos financeiros são visivelmente menores em comparação com as prisões. A Dinamarca concluiu que o uso das penas restritivas de direito em substituição à prisão tem evitado a reincidência criminal. Somente 3% dos que cumprem pena restritiva de direitos voltam a cometer novos ilícitos penais, enquanto a prisão só consegue recuperar quatro em cada dez ex condenados. Na Suécia houve um grande investimento na reabilitação dos presos, com a construção de escolas, quadras de esportes e hospitais, dentro dos presídios, contribuindo para a reinserção dos prisioneiros na sociedade. Como a grande maioria dos infratores tem envolvimento com drogas, estão sendo fixadas penas mais leves para os delitos relacionados às drogas, privilegiando-se o tratamento médico-psiquiátrico com a adoção da liberdade vigiada.

Estudos científicos comprovam que nos próximos 10 anos a prisão, como pena, só existirá nos Estados Unidos, Rússia, América Latina e nos países Islâmicos, porque de há muito ela é considerada um celeiro de desumanidade, torturas, base para o crime organizado, centro de corrupção e com custos financeiros sem retorno social. O Brasil um dia há de acordar que é preciso implementar uma política penitenciária condizente com a sua realidade social, privilegiando as penas restritivas de direito em substituição à prisão, criando centros de tratamentos para os milhões de viciados em drogas, ao invés de exercer unicamente essa política de repressão ao crime.